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Possibilitar atividades educativas e de descontração a adolescentes infratores sob regime sócio-educativo. É com esta finalidade que a OCA Brasil tem desenvolvido, desde agosto, oficinas de dança de rua gratuitas no Centro de Atendimento Sócio-Educativo (CASE), unidade que atende 30 cidades do Estado e que é vinculada à Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do Rio Grande do Sul (FASE).
As aulas são ministradas duas vezes por semana pela professora de dança de rua da OCA Brasil, Sariana Thaís Lima, a 15 adolescentes de 16 a 19 anos da CASE – todos eles sob o regime de Internação Sem Possibilidade de Atividade Externa, ou seja, sem possibilidade de sair do Centro.
Para o assistente de direção da CASE, Amilton dos Santos, o projeto está trazendo resultados positivos aos adolescentes – que, por sua juventude, identificaram-se com o estilo de dança, com as aulas dinâmicas e com a professora, que é jovem, assim como eles. Segundo Amilton, as oficinas têm a grande contribuição de acalmar os participantes: “A ocupação tem uma participação muito grande no comportamento deles. Se eles não estiverem dançando, jogando pingue-pongue, vão estar no dormitório, e isso os torna mais perigosos, mais nervosos. Para o comportamento deles, é fundamental que tenham oficinas”. Além disso, ele afirma que a ideia é que os jovens possam, futuramente, apresentar suas danças em eventos da cidade.
Além disso, o projeto tem ampla relação com a Justiça Restaurativa – a qual busca encontrar soluções para as questões relacionadas com a prática de qualquer tipo de crime –, já que a dança representa um novo caminho para os jovens detentos: “Trabalhar com dança e arte representa uma alternativa, porque aponta um novo direcionamento na prevenção à prática de novos delitos”, explica a coordenadora de projetos da OCA, Raquel Andreia Bernardi.
Para ela, o grande papel da Organização é propor atividades saudáveis e educativas às pessoas, as quais, no caso da FASE, estão voltadas à arte e à dança. “A ideia é formar grupos de dança de rua aliada à composição de música de hip hop para canalizar a criatividade dos jovens a fim de que eles possam não só aprender, mas se integrar com os demais”, afirma Raquel.
O projeto é uma realização da OCA Brasil por meio de recursos da iniciativa privada.
Fonte: Intensa Comunicação de Relacionamento
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